A Moralidade de Deus no Antigo Testamento

Qual a sua opinião a respeito da moralidade de Deus no Antigo Testamento?” (Via Formspring)

 

– RESPOSTA –

“Mores” (moral) é a tradução latina do termo grego “ethos”, que possuía dois sentidos complementares (isto é, apenas se entendia um sentido levando-se em conta também o outro; eles não podiam ser analisados separadamente). “Ethos”, para os gregos, era tanto a intenção de agir quanto o conjunto geral de ações do ser humano, o que hoje chamaríamos de “hábitos”. Levando em consideração a raiz etimologia do termo “moralidade”, você está pedindo, portanto, qual seja minha opinião sobre o conjunto de ações divinas descritas no Antigo Testamento, mas não apenas isto, você quer saber alguma coisa sobre os princípios que regiam aquelas ações que aparentemente contradizem o que hoje consideramos “bom”.

Esta questão estaria perturbando muitas pessoas se não fosse proibido aos cristãos terem dúvidas. Como pode o Deus que se manifestou tão amorosamente em Cristo ser o responsável por tanto sangue, tanta morte e tanto sofrimento, como narrados no Antigo Testamento?

Esta cautela em excesso por parte dos cristãos é um prato cheio para ateus, que não hesitam o mínimo que seja em alardear aos quatro ventos o quão maléfico era Deus no Antigo Testamento. Richard Dawkins, por exemplo, definiu “o Deus do Antigo Testamento” como “o personagem mais desagradável da ficção: ciumento e orgulhoso; controlador, mesquinho, injusto e intransigente; genocida étnico, vingativo e sedento de sangue; perseguidor misógino, homofóbico racista, infanticida, filicida, pestilento, megalomaníaco e sadomasoquista.”

O problema é que não acreditamos que o Antigo Testamento seja uma mera história de “ficção”, mas sim um conjunto de relatos fidedignos sobre eventos que ocorreram em um passado relativamente próximo. Esta crença, contudo, parece contradizer outra crença que temos: a nossa crença na bondade e no amor de Deus – bondade e amor que acreditamos estarem além de qualquer possibilidade de medida.

A tendência dos teólogos fundamentalistas (especialmente os americanos) em lidar com este problema é dizer que Deus estava agindo com justiça em cada uma das ações narradas no Antigo Testamento, por mais absurdas que elas possam parecer aos nossos olhos. Como eles já estão compromissados de antemão com a inerrância da Bíblia – isto é, a Bíblia não pode conter erros, pois é a Palavra de Deus – os relatos que dizem que Deus mandou matar não podem conter errados, eles têm que estar certos. Não importa o quão macabro eles sejam – como Deus ordenando a morte de crianças – eles têm que estar certos.

Algumas explicações da parte dos fundamentalistas que escrevem sobre isto (como Norman Geisler), eu concordo, são razoáveis e possuem bom poder explanatório. Por exemplo, no hebraico existem verbos diferentes para “matar”, de modo que o verbo empregado para “Não matarás” (Êxodo 20:13) não é o mesmo empregado em Êxodo 32:27-28 onde Deus ordena a morte de 3 mil homens.

Outras explicações fundamentalistas, contudo, são bastante forçadas. Tenho lido sobre isto a anos e ainda não vi explicação nenhuma que tenha exposto com suficiência como pode ser considerado justo o que Deus fez com Faraó e com o Egito. Pois, de acordo com o relato bíblico, Faraó não reteve Israel porque ele quis (pelo menos depois de 6 ou 7 pragas), mas porque Deus endureceu seu coração (Êxodo 7:2-4). Não é que Faraó se endureceu, por pirraça, mas o texto deixa claro que Deus, efetivamente, endureceu o coração de Faraó. E este não é o único caso no Antigo Testamento em que Deus força algumas pessoas a errar e depois as pune como se elas tivessem errado por livre e espontânea vontade. Em II Samuel 24:1 temos outro caso parecido, quando Deus incitou Davi a fazer um censo do povo e depois o puniu por ter o feito.

Mas o principal problema que tenho em relação a estas narrativas assombrosas sobre atos de Deus no Antigo Testamento não se trata dos atos de Deus em si. Deus poderia ser um Senhor autoritário, estreito, rígido e sem misericórdia, ou “soberano”, como os calvinistas adoram o chamar. (Eu creio na soberania de Deus, mas não nos moldes calvinistas fatalistas.) O problema é que Cristo, que a Bíblia afirma ser a imagem do Deus Vivo, agiu de forma completamente diferente da imagem de Deus que o Antigo Testamento nos passa. Mais do que isto, Cristo nos deu ordens com princípios que claramente contradizem algumas ações atribuídas a Deus pelos relatos do Antigo Testamento. Especialmente temos uma ordem muito pertinente para o assunto tratado aqui: Jesus ordena, em Lucas 6:27, que nós amemos os nossos “inimigos e fazei bem aos que vos odeiam”. Em Mateus 5:44 ainda temos a ordem adicional de orar pelos nossos inimigos.

Então surge a inevitável pergunta: podemos dizer que Deus, conforme os relatos do Antigo Testamento, amou seus inimigos e fez o bem para com eles? Aqui não cabe a resposta default de que Deus foi “justo”, pois perdoar e amar um inimigo implica quase sempre em abrir mão de direitos que temos sobre o perdoado. Alguém que perdoa uma dívida abre mão do direito de receber; na época de Cristo, quem perdoava um assassino abria mão do direito sobre a vida do assassino, etc. Quando Jesus diz que devemos perdoar, amar e orar por nossos inimigos, ele também está exigindo de nós que, eventualmente, abríssemos mão de algum direito que tenhamos sobre nossos inimigos. Então, conforme os relatos do Antigo Testamento, Deus agiu conforme os princípios que Cristo nos ordenou?

Aqui também não cabe a outra resposta default, já citada acima, de que Deus é “soberano” e pode fazer o que Ele quiser. Certa vez um cristão, respondendo a mim, disse que Deus continuaria sendo Santo se matasse um bilhão de pessoas, pois Deus não está sob as mesmas categorias e limitações do ser humano. Ora, substitua “matar” por “mentir” (Deus pode mentir um bilhão de vezes e ainda assim continuará sendo Santo) e veja como esta solução simplista é tão absurdamente falha!

Então, voltando à pergunta, Deus agiu conforme os princípios que Cristo nos ordenou, conforme os relatos do Antigo Testamento? Eu penso que, de acordo com os relatos do Antigo Testamento, não. Cada um é livre para fazer a malabarisse que quiser a fim de conciliar estes dois pontos conflitantes. Eu penso que, ao chegarmos neste ponto, temos que escolher entre a Santidade de Deus e a inerrância absoluta da Bíblia (pois existem “tipos” diferentes de inerrância). Posso estar errado (talvez escreva um texto semana que vem me retratando, pois sou aberto a ouvir respostas e diferentes pontos de vista), mas depois de tanto refletir não creio que haja outra posição razoável que concilie estes problemas. Deus não pode ser o tipo hipócrita que nos dá ordens que Ele mesmo não cumpre depois, como um pai que proíbe que os filhos tomem cerveja, mas que toma cachaça como se fosse água. Deus diz “Sede santos porque Eu sou Santo”. Ou seja, Deus se apresenta com santidade e diz para que O imitemos sem medo, pois Ele é o padrão de santidade que deve ser imitado. Então, repetindo, Deus não nos dá princípios que Ele mesmo não siga. Deus não é hipócrita.

Sendo Cristo a imagem do Deus vivo, qualquer princípio moral dado por Cristo deve ser igualmente um princípio moral que é seguido por Deus.

Desenhando este argumento na forma lógica, teríamos:

1. Deus nos dá exemplo de tudo o que Ele nos ordena. (“Sede santos, pois Eu sou Santo”.)
2. As ordens de Cristo são as ordens de Deus. (Cristo é a imagem do Deus Vivo.)
3. Cristo ordenou que amássemos nossos inimigos. (Mateus 5:44 ; Lucas 6:27.)
4. Ordenar a morte de uma pessoa não é uma manifestação de amor. (Nenhuma pessoa sincera questionará isto.)
5. Logo, boa parte dos assombros morais do Antigo Testamento não pode ser atribuída a Deus. (Conclusão)

Ao chegarmos a esta conclusão, porém, temos de lidar com a questão da inerrância da Bíblia. Este é um ponto onde muitos cristãos se confundem, pois não há motivo algum para acreditar que a Bíblia precise ser “inerrante” e “infalível” para poder ser considerada “inspirada”. Uma coisa não exige a outra, como C. S. Lewis certa vez disse.

A principal confusão dos cristãos se encontra em uma má compreensão do termo “inspiração”. Muitos cristãos acreditam que as palavras que estão na Bíblia são as próprias palavras de Deus, como se Deus as tivesse ditado para quem as escreveu. Muitos até praticam uma espécie de bibliomancia, ou seja, fazem uma consultinha na Bíblia lendo algum versículo escolhido aleatoriamente acreditando que Deus falará com eles diretamente desta forma. Tenho dois casos curiosos sobre esta prática. O primeiro é narrado por Craig Blomberg em Questões Cruciais do Novo Testamento, sobre uma irmã que estava em dúvida sobre se terminava ou não seu casamento e, ao fazer esta consulta aleatória, se deparou com a ordem “Despojai-vos do velho homem…” (Ef 4:22), e assim terminou seu casamento! Outro caso aconteceu há certo tempo com minha cunhada. Em uma roda de amigos ela foi fazer esta consultinha e se deparou com o seguinte verso: “E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou” (Atos 5:5) – se tivesse levado a “mensagem de Deus” a sério, ela já poderia ter ligado para a funerária.

A Bíblia não foi psicografada para que tais práticas sejam justificadas. A Bíblia não é a Palavra de Deus neste sentido. Com exceção dos livros proféticos, Deus não ditou nada para o ser humano. A Bíblia é um conjunto de relatos, escritos por pessoas limitadas, como eu e você. Alguns destes relatos não têm objetivo nenhum de tratar sobre espiritualidade. O livro de Ester, por exemplo, nem chegar a citar Deus em seu conteúdo. Os Cânticos de Salomão são apenas uma coleção de poemas eróticos. A vasta maioria do Antigo Testamento é escrita não para formular teologia, mas para narrar fatos (razão pela qual a maioria dos livros é de caráter histórico).

Agora como aplicar isto ao problema das ordens de matança vindas da parte de um Deus que, revelado em Cristo, preferiu sofrer mal a causá-lo? Em minha opinião todos os fatos foram interpretados por quem os escreveu e, algumas destas atribuições veterotestamentárias a Deus não passam de interpretações teológicas equivocadas da parte de quem escreveu os relatos.

Tenho pensado nesta questão da seguinte forma: um líquido puro e cristalino foi colocado em uma garrafa velha, suja e cheio de lodo; a seguir, ao retirarmos o líquido da garrafa, junto com o líquido virá sujeira e lodo. O líquido cristalino é a inspiração divina, a verdadeira mensagem de Deus; os recipientes foram aqueles que escreveram os relatos que foram coletados dentro de uma mesma capa chamada Bíblia; e a sujeira são as crenças e as limitações destes escritores (até mesmo os biblistas fundamentalistas reconhecem que os escritores tinham limitações e crenças e que os relatos escritos “respeitavam” estas limitações e crenças). Ao escreverem suas experiências, um pouco desta sujeira veio junto. Assim o que temos hoje na Bíblia é a Palavra de Deus contada por homens limitados, que algumas vezes “contaminaram” seu conteúdo com suas limitações.

Então o cristão deve não apenas ler os relatos a fim de entender a vontade de Deus, mas buscar entender também por que as pessoas o escreveram, o que implica no mínimo um conhecimento básico sobre o contexto histórico sobre o qual os relatos foram escritos. Por experiência própria posso dizer é muito reconfortante ler algumas passagens hoje depois de ter ao menos um vislumbre sobre como era o contexto histórico sobre o qual estas passagens foram escritas.

Pegue por exemplo a narrativa do “bom samaritano”. O publico em geral não tem ideia da profundidade desta passagem hoje, quando o termo “samaritano” é sinônimo de “bondade”, “amor”, etc. (Existem hospitais e escolas com o nome de “Bom Samaritano”.) Mas na época de Cristo, para os judeus, os samaritanos eram a pior raça existente no universo – a mais pecadora, a mais vil, a mais blasfema e a mais impura! No relato, Jesus disse que passaram pelo caído um sacerdote e um levita (ambos não o ajudaram) e que foi um samaritano, um vil samaritano, que o ajudou. Jesus estava sugerindo que o “povo de Deus” não agiu conforme a vontade de Deus, e que isto foi feito pela única pessoa que, na visão limitada do povo, jamais poderia o fazer! É como se hoje alguém dissesse na congregação: “Olha, tinha um mendigo. Então passou por ele um pastor, depois um ministro de louvor, e nenhum dos dois ajudou. Então veio um ateu (ou um travesti, ou um garoto de programa, ou um mulçumano, ou um hindu, ou um espírita, ou um usuário de drogas) e ele o ajudou. Quem foi o próximo? Quem agradou a Deus?”

Quando buscamos entender o contexto histórico no qual o texto foi escrito. Quando a leitura deixa de ser apenas uma leitura e passa a ser um estudo sincero, então conseguimos entender porque algumas coisas foram escritas. Tenho feito isto com sinceridade já faz alguns anos. Apesar de alguns estudos de biblistas fundamentalistas serem bons e explicaram muita coisa, hoje não vejo motivo algum para pensar que Deus, no Antigo Testamento, agia com menos amor do que Cristo. E se para sustentar isto eu tiver que abrir mão na inerrância absoluta da Bíblia, defendida pelos “grandes”, que seja.

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11 Respostas para “A Moralidade de Deus no Antigo Testamento

  1. Mesmo congregando em igrejas presbiterianas. Mesmo lendo vários livros de teologia calvinista. Eu sempre tive “problemas” com tal linha de pensamento.

    Meu principal problema é como se alia a doutrina clássica da predestinação com as declarações de Deus através da Palavra que Sua vontade é de que todos sejam salvos. Ou das varias vezes durante o VT por meio dos profetas, que Ele exorta o povo para voltar para seus caminhos. Mas pera lá. Se Deus é soberano. E que sua vontade é que todos sejam salvos. Porque ele não predestinou todos? Isso não faz sentido na minha cabeça. E não adianta os calvinistas aparecerem com as respostas padrão.

    Uma leitura mais sã (em minha opinião) sobre a soberania de Deus é o Molinismo.

  2. Não concordo integralmente.
    Se assumirmos que os eventos do Antigo Testamento estejam “errados” ou mal interpretados, teremos de conceber um fator comum para distinguir o que é certo e o que é errado, não só no AT, mas em toda a bíblia – inclusive quando ela fala de pecados “culturais”.

    Os primórdios do povo hebreu eram acompanhados por um contexto sangrento, de guerras, de real preconceito, onde o povo de Deus precisava subsistir (se eles agissem mansamente, dificilmente poderiam sobreviver se serem escravizados novamente).

    A moral de Deus é a mesma.

    Hebreus 5, se não me engano, divaga o contraste entre a nova e velha aliança, entre o porquê de Deus ter deixado a aliança mais viável para preceder uma aliança incompleta (imperfeita) e instituída pelo próprio Deus perfeito – como se Deus tivesse deixado o bom vinho para o final.

    No de mais, se quisermos falar em errância bíblica, teremos de reformular séculos de literatura cristã.

    • Isaque,

      Você diz que devemos “conceber um fator comum para distinguir o que é certo e o que é errado, não apenas no AT, mas em toda a Bíblia”, caso assumamos que alguns “eventos do AT estejam errados ou mal interpretados”.

      Sim, eu concordo, e para mim este fator é Cristo. Se houver alguma discordância entre um princípio ensinado pelo AT e um princípio ensinado por Cristo, eu fico com Cristo e depois vejo o que eu faço com o problema com o AT.

      Mas eu não acho que preciso reformular “séculos de literatura cristã” caso eu queira falar em “errância bíblica”. Na verdade eu teria que reformular algumas décadas, posto que a doutrina da inerrância bíblica é uma convenção dos fundamentalistas americanos bem recente. Se você ler biblistas não-americanos, verá o quão abertos eles são com esta questão, mesmo não sendo eles liberais.

      Há dois milênios a igreja tem dito que a Bíblia é INSPIRADA por Deus. “Inerrância” é um malabarismo norte-americano recente.

      Abraço!

      • Eliel,

        Quando você diz que o fator é Cristo, na verdade quer dizer que o fator é o “Novo Testamento”; pois o próprio Cristo disse que suas palavras seriam completadas pela vinda do Espirito Santo, a qual os apóstolos seriam os portadores.

        Dessa forma, o fator em comum para defnir a “moralidade de Deus no antigo testamento” seria as escrituras do Novo Testamento.

        Cria-se, portanto, uma distinção entre o Deus de uma aliança e o de outra: Prato cheio para o gnosticismo.

        Isso sem falar que a Torah era atribuída como verdade por Jesus, portanto, fica complicado transitar pelo seu argumento.

        Mas creio que ele tenha o seu valor, como quando nos reportamos ao contraste entre Crônicas e Samuel, na parte da contagem do povo por Davi.

        É por aí,

        Abraços.

  3. Eliel,Gostei de sua interpretação e analogia feita ao novo Testamento.

    já vi não poucas vezes esta questão sendo questionada “de uma DEUS que Dizem ser Mau AT,e um JESUS no NT que é bom. (seria contraditório)

    o seu texto me ajudou compreender melhor acerca do assunto, que já martelava em minha mente, serviu de complemento para minhas conclusões.

    A Bíblia é um Livro INSPIRADO por DEUS e na Parte de “Inerrância” eu entendo que ela é uma comunicação de DEUS que passa pela Interpretação do Povo, e o povo tem suas limitações de entendimentos e foi assim escrita.

    Nas comunicações mais diretas de DEUS com o seu Povo através de seus PROFETAS podemos concluir uma linguagem mais clara e coesa que se conclui ou é concretizada com Livros do NT. um exemplo maior disso é a Vinda Do MESSIAS que Nasceria de uma Virgem.

  4. O próprio Cristo, seu ministério e sua missão redentora são as respostas para os problemas levantados. Não há contradição, não há complicação.

  5. O que é Deus? simplismente a resoosta para o bem ou para o mal, a resposta para os seguidores de cristo ou, diabo, ou mundo. O que é a justiça de um juiz si não a resposta para o bem ou mal, eu não tenho nenhum problema com Deus pos também sou olho por olho e dente por dente, si não tiver alguém como Deus justo como juiz o mundo vira bagunça.Sem justiça é loucura.

  6. A arqueologia moderna têm desenterrado povos antigos e suas culturas e têm perguntado: como Deus suportou durante tanto tempo as atrocidades e brutalidades praticadas pelos povos pagãos da antiguidade?
    São descobertas recentes que levam à conclusão de que, se Deus não tomasse atitudes drásticas, talvez nem estivéssemos aqui hoje contando história.

  7. Eliel,
    parabéns pela sua visão clara. Nota-se uma grande compreensão. Eu acredito que pronunciar-se sobre este tema, religião, somente leva à radicalização de opiniões, pouquíssimas baseadas em Ciência, e a grande maioria cega pela fé. Este é um assunto de crença, de fé. E portanto para alguns, os genocídios frequentes do antigo testamento são justificados. Como estas crenças se baseiam na fé e fé é simplesmente acreditar, há pessoas que justificam como correto uma tribo bárbara invadir uma cidade e matar todas as pessoas, inclusive as crianças de colo!!! E isto em nome de uma divindade. Ora, para uma divindade todos são seus filhos, então porquê mandar alguns matarem outros? Não!! Isto é invenção, para justificar o domínio e poder. Para substituir uma população. Veja o grande rei Davi, adúltero e assassino, também foi genocida. E isto é retratado como sucesso! Tomou a cidade dos outros, fez guerra ao rei ungido pela divindade, não respeitou nem mesmo isto. Leia a fala do grande rei ao seu filho herdeiro do trono. É apenas uma sequência de ordens de assassinatos, apenas para garantir a permanência do filho Salomão no trono. Sempre, como até hoje, tudo é inventado para justificar dominação e poder. Veja a vida do rei sábio, Salomão. Foi traição ao povo e à divindade desde o início. Fez tanta coisa errada que após ele o reino foi dividido como castigo. E este era o rei sábio. Como isto é tudo questão de fé, há aqueles que defendem até genocídio de crianças. Seria bom que estas pessoas tivessem nascido em Jericó na época em que o patriarca Josué, sucessor de Moisés matou todos da cidade e ficou com a cidade e registrou isto como realização divina. A divindade do antigo testamento, até parou o sol para que seus enviados matassem mais gente. Conclusão: 1- Há perguntas que jamais serão respondidas. 2- A maior propaganda contra estas invenções é a leitura atenta do Livro. Aposto que a maioria nunca leu. E muitos que leram são tão hipócritas que usam o Livro para subjugar os outros, na continuação do jogo eterno de dominação e poder à custa de mentiras. E não me venham que Fulano ou Sicrano é meu salvador. Salvar de quê??? Nasci diretamente de Deus. Sou filho de Deus, portanto nasci puro e perfeito e assim puro e perfeito voltarei a Ele. O Enviado é, sim, O Mestre. A incongruência entre o AT e o NT é real, verdadeira e inexplicável. Não adianta os “pregadores” quererem tampar o sol com a peneira. A visão de pessoas mais inteligentes, como você, me deixa a certeza de quê nas próximas dez ou vinte geraçãoes as coisas ficarão menos hipócritas, menos falsas.

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